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Três PMs do Bope são presos por forjar provas após morte de açougueiro no Norte de SC

José Manoel Pereira foi atingido por um disparo na nuca (Foto: Reprodução/NSC TV)Três policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram presos na quinta-feira (9) no batalhão da Polícia Militar em Florianópolis.

Eles participaram de uma operação em Balneário Piçarras, no Litoral Norte catarinense, em 16 de novembro de 2017, em que José Manoel Pereira (foto), de 44 anos, foi atingido por engano com um disparo na nuca e acabou morrendo no dia seguinte. O tiroteio ocorreu em um conflito com bandidos que tentaram assaltar uma agência bancária. Dois criminosos morreram no local.

O pedido de prisão foi expedido pela Justiça Militar. Segundo o juiz Marcelo Pons Meirelles, os policiais destruíram provas de câmeras de segurança que gravaram a cena do conflito. À paisana, no dia seguinte do confronto foram a um estabelecimento comercial e levaram os registros, devolvendo ao proprietário do local o HD formatado.

"Haja vista que os réus já suprimiram imagens importantes para o deslinde dos fatos ocorridos nos dias 15 e 16 de novembro, situação que corrobora fundado receio de que se permanecerem soltos, poderão novamente valer-se da função pública para ocultação, destruição e embaraço de provas no claro intuito de induzir o Poder Judiciário em erro, colocando em risco a instrução destes autos, contra eles ajuizado", disse na decisão sobre o pedido de prisão.

O juiz ainda diz que foram verificadas "uma sucessão de erros procedimentais, administrativos e criminais" e que "com esse agir criminoso os acusados 'jogaram no lixo' o investimento feito pelo Estado nos seus treinamentos e atingiram frontalmente a instituição militar".

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Araújo Gomes, foi cumprido na tarde de quinta-feira (9) as ordens de prisão. Elas foram expedidas pela Justiça Militar.

"Não temos como nos manifestar sobre os fundamentos da medida nem sobre o mérito do processo pois estão na esfera do judiciário", disse o comandante. 

 

Fonte:G1
Foto: NSC/TV Reprodução

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