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Fã de futebol, indicada ao Nobel, só dormia sentada: fatos sobre Irmã Dulce.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, será canonizada no próximo domingo (13). A partir de então, será declarada santa pela Igreja Católica, título pelo qual já é tratada pelos baianos há décadas.

O reconhecimento é por milagres e pela existência dedicada a cuidar dos outros. Mas a religiosa foi isso e muito mais. Nascida em 1914 em Salvador, ela conviveu com poderosos, fez o Papa mudar a agenda e até político cumprir promessa.

Confira algumas curiosidades da futura santa brasileira;

Irmã Dulce concorreu ao Prêmio Nobel da Paz em 1988.

Galinheiro virou hospital Principal legado da freira, as Obras Sociais Irmã Dulce realizam 3,5 milhões de procedimentos de saúde por ano. E tudo nasceu de um galinheiro.

Telefone vermelho Irmã Dulce se dedicava aos humildes, mas convivia com os poderosos.A proximidade com o primeiro presidente depois da redemocratização era tão grande que ele deu a Irmã Dulce o telefone de seu gabinete.

Quando entrou na vida religiosa e recebeu o hábito, escolheu outro nome: Irmã Dulce, em homenagem à mãe, Dulce Maria.

Primeira devoção foi ao futebol A morte da mãe obrigou o pai de Irmã Dulce a ser mais presente, e ele escolheu o futebol para unir a família. 

Em 1955, ela fez a promessa de dormir em uma cadeira se a gestação terminasse bem, o que acabou acontecendo. Ela cumpriu a palavra. Só voltaria a dormir em uma cama 30 anos depois, quando sofria de problemas de saúde.

Respeitada pelo Papa João Paulo II O Papa João Paulo II retornou a Salvador em outubro de 1991. Desta vez, ele é quem foi até Irmã Dulce. O encontro entre ambos não estava programado e o Pontífice mudou a agenda para ir ao Convento Santo Antônio visitá-la. Ela já estava com a saúde bastante debilitada.

Irmã Dulce admirava a arte, principalmente de música. Gostava de forró e ainda tocava gaita. Além das obras sociais, ela fundou o Cine Roma em 1948, que além de filmes, recebeu shows. Foi no palco montado por Irmã Dulce que Roberto Carlos fez seu primeiro show na Bahia, em 1965. No lugar, Raul Seixas e Waldick Soriano também se apresentaram.

Fonte - Felipe Pereira - Do UOL, em São Paulo

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